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Costureiras, moda, produção e LESÃO! Esta última não combinou.

A profissão de costureiro(a) é antiga e se mistura com a história do ser humano. Desde a confecção das próprias roupas para proteção do corpo. Esta arte é transmitida através das gerações, por meio da oralidade, práticas e sistematizações e tinha um caráter mais artesanal até a Revolução Industrial. Nas décadas de 1980, 1990 e anos 2000, apesar do desenvolvimento da indústria têxtil, era muito comum ainda encontrar mulheres que tinham por ocupação costurar para pessoas particulares, ou “costurar para fora”.


Dentre os tipos de costureiros (as) mais conhecidos, encontramos: as costureiras de fábrica ou operadoras de máquina; costureira faccionista; costureira sob medida; costureira artesã; costureira pilotista; alfaiates e ainda existem outros tipos de trabalho dentro da profissão de costureira(o), como figurinista, por exemplo.


A função de costureira envolve postura sentada estática, associada à repetitividade, utilizando-se invariavelmente os mesmos músculos, o que pode gerar agressão aos tecidos periarticulares e dor nos membros superiores e coluna cervical. Em uma pesquisa realizada pela Revista Baiana de Saúde Pública, a profissão de costureira obteve o 5º lugar no ranking de maiores prevalências de LER/DORT (Lesão por Esforço Repetitivo/Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho).


Dentre os fatores que solicitam o sistema musculoesquelético podemos destacar: a força exigida pelos equipamentos ou objetos resistentes e a repetitividade. A pressão temporal imposta pelos prazos a serem cumpridos, o volume de trabalho estipulado pela gestão da produção e a alta demanda da região do Alto Vale do Itajaí, em especial Rio do Sul, são fatores que podem gerar posturas estereotipadas que causam pressão localizada sobre os tecidos moles, caracterizando-os como fatores de risco biomecânicos.


Dentro desta profissão, pode ser evidenciado um determinante de risco pra o desenvolvimento de LER/DORT: A organização e ergonomia do trabalho, que envolvem características específicas do trabalho realizado em cada função, incluindo ritmo, pausas, posto, metas, rodízio de tarefas, duração da jornada, horários extremos, controle, complexidade, necessidade de habilidades e esforços, relações interpessoais , estilo de gestão, características e cultura organizacional.



É evidente, portanto, que ações voltadas à promoção da saúde e qualidade de vida poderiam minimizar a presença e agressividade das LER/DORT. A dor é consequência da inflamação que ocorre após lesões causadas por realização de tarefas que exijam repetitividade ou esforço devido à hiperextensão repetida, compressão, fricção ou isquemia.

Estes e outros fatores podem ser minimizados com a adoção de algumas práticas saudáveis. Dentre elas, destaca-se a prática de ginástica laboral, com sessões de 10 a 15 minutos, utilizando-se de exercícios preventivos, de aquecimento, de pausa, de compensação ou de relaxamento, para proporcionar uma melhor qualidade de vida para os funcionários, bem como aumento na produtividade.


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